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GRIPE INFLUENZA A H1N1

Por Claudia Peres

Em artigo publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia pela professora Alcyone Artioli Machado do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto (SP) Brasil, em 2009, esta relata que o vírus causador da gripe atualmente descrita contém genes dos vírus influenza A humano, suíno e aviário, e caracteriza-se por uma combinação de genes que não haviam sido ainda identificados entre os vírus de origem humana ou de suínos.

O modo de transmissão do vírus Influenza A em humanos, incluindo o H1N1 de origem suína, ocorre principalmente através da disseminação de gotículas e, possivelmente, de pequenas partículas de gotículas, expelidas quando as pessoas tossem. Há também o potencial para transmissão através de contato com fômites contaminados com materiais respiratórios ou gastrintestinais.

DR. Lucas Santos Zambon, Supervisor do Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Diretor do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente, relatou em um dos trabalhos publicados no site da Medicina NET, que o período de incubação da influenza varia em média de 1 a 4 dias, porém pode chegar a 7 dias. O período de transmissão em adultos ocorre entre 24 horas antes do início dos sintomas e dura até 3 dias após o final da febre, o que em média é um período de 7 dias no total. Nas crianças, o período de transmissão é mais longo, podendo durar até 10 a 14 dias; em pacientes imunossuprimidos, não há dados definitivos, mas este período pode ser ainda maior, durando até meses. O quadro clínico habitual é de episódio febril agudo (T = 37,8°C) que começa a melhorar após 2 ou 3 dias.

Por volta do 6º dia de evolução, a febre tende a ceder por completo. A febre está presente na maior parte dos casos, com alguns estudos mostrando prevalência de 95%. Os demais sintomas associados ao quadro são variáveis, sendo alguns mais frequentes no quadro clínico (Tabela 1). Estes sintomas podem persistir mais tempo que a febre, em geral por mais 3 a 4 dias após o final desta, e em raros casos podem perdurar por algumas semanas. O mais comum é que o quadro clínico completo dure por volta de 7 dias. Em crianças, é mais comum ocorrer linfadenopatia cervical durante o quadro clínico.

Tabela 1. Sintomas no quadro clínico do H1N1

Sintomas mais comuns

Febre, tosse seca, calafrios, mal-estar, cefaleia, mialgia, odinofagia, artralgia, prostração, rinorreia

Sintomas incomuns

Diarreia, vômitos, fadiga, rouquidão, hiperemia conjuntival

PREVENÇÃO:

A cartilha abaixo é uma das orientações dadas pela secretaria da saúde, baseada em procedimentos simples que podem reduzir a disseminação do vírus.

Ainda de acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde o Protocolo de procedures parágrafo Manejo de Casos e contatos de Influenza A (H1N1) relata que para a confirmação diagnóstica, deve-se proceder à coleta de amostras clínicas de Secreções respiratórias preferencialmente utilizando a técnica de aspirado de nasofaringe ou orofaringe, com frasco coletor de secreção, pois a amostra obtida por essa técnica pode concentrar um maior número de células. Na impossibilidade de utilizar a técnica de aspirado de nasofaringe, como alternativa poderá ser utilizada a técnica de swab de nasofaringe e orofaringe, exclusivamente com swabde rayon. Não utilizar swab de algodão, pois o mesmo interfere nas metodologias moleculares utilizadas. Sangue e outras amostras clínicas serão utilizados apenas para o monitoramento da evolução clínica do paciente e/ou para a realização de diagnóstico diferencial. As amostras de secreção respiratória coletadas devem ser mantidas entre 4ºC e 8ºC e encaminhadas aos Laboratórios.

O processamento das amostras de secreção respiratória de casos suspeitos deverá ser realizado apenas nos Laboratórios de Referência: Instituto Adolfo Lutz (IAL), Instituto Evandro Chagas (IEC) e Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ/RJ), os quais fazem parte da rede de laboratórios credenciados pela OMS.

As amostras de secreções respiratórias devem ser coletadas preferencialmente até o terceiro dia após o início dos sintomas. Eventualmente, esse período poderá ser ampliado até, no máximo, 7 dias após o início dos sintomas. A técnica de diagnóstico preconizada pela OMS é o RT-PCR. A imunofluorescência indireta não é recomendada para a detecção desse novo subtipo de Influenza A (H1N1). Para o transporte, devem-se colocar as amostras em caixas térmicas de paredes rígidas, que mantenham a temperatura a 4-8ºC até a chegada ao LACEN. O LACEN deverá acondicionar a amostra em caixas específicas para transporte de substâncias infecciosas, preferencialmente em gelo seco. Na impossibilidade do uso de gelo seco, a amostra poderá ser congelada a -70ºC e encaminhada em gelo reciclável.

A recomendação para as pessoas que sentem algum dos sintomas e que passaram por países afetados por Influenza A (H1N1) é procurar um serviço público de saúde imediatamente. Existem no país 52 hospitais de referência (ao menos um por estado) para o atendimento de eventuais casos que precisem ser monitorados. O isolamento no ambiente hospitalar deve ser realizado em quarto privativo, com vedação na porta e boa ventilação. Se houver disponibilidade no hospital, o isolamento deve ser realizado em unidade de isolamento respiratório com pressão negativa e filtro High Efficiency Particulate Air. O isolamento deve ser mantido até que seja descartado o diagnóstico de Influenza A (H1N1), ou até o décimo dia após a data de início dos sintomas, caracterizando o fim do período de transmissibilidade. O quarto/unidade de isolamento deve ter a entrada sinalizada com alerta referindo isolamento de Influenza A (H1N1) , e o acesso deve ser restrito aos profissionais envolvidos na assistência, devidamente capacitados quanto às medidas de precaução e isolamento, o qual deve ser respiratório e de contato. Os profissionais deverão portar máscara N95, luvas, óculos, avental e gorro de acordo com o contato realizado com o paciente. Os pacientes suspeitos de infecção por Influenza A (H1N1) devem utilizar máscara cirúrgica desde o momento em que for identificada a suspeita da infecção até a chegada no local de isolamento.

A higienização das mãos pode ser realizada com preparação alcoólica (sob as formas em gel ou solução), quando essas não estiverem visivelmente sujas, uma vez que o vírus da influenza sazonal é rapidamente inativado em 30 s após antissepsia das mãos com álcool 70%.

 

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