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83% DOS ASSALARIADOS EM EMPRESAS NÃO TÊM CURSO
SUPERIOR, diz IBGE ::
Diferença
salarial é mais acentuada por escolaridade; em 2009,
trabalhador com nível superior ganhava 225% mais
Os homens ainda são maioria no mercado de trabalho e
possuem salário maior que o das mulheres, segundo o Cadastro
Central de Empresas 2009 (Cempre), divulgado nesta quarta-feira
(25/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Mas, ao contrário do que ocorria no passado,
o gênero não é mais tão determinante
para o sucesso profissional. O que impulsiona o salário
atualmente é o nível de escolaridade.
Embora os homens ganhassem 24,1% a mais do que as mulheres,
segundo a média nacional, a escolaridade mostrou-se mais
determinante para o nível salarial. Os trabalhadores
que tinham curso superior ganhavam um salário 225% maior
do que os que não concluíram a faculdade.
De um montante de 40,2 milhões de trabalhadores assalariados,
33,6 milhões não tinham nível superior
(83,5%) contra apenas 6,6 milhões de pessoas com curso
superior (16,5%). No entanto, essa fatia de trabalhadores que
concluíram a faculdade concentrou R$ 310,6 bilhões,
ou 39,7% da massa salarial, enquanto os outros R$ 471,3 bilhões,
ou 60,3%, foram distribuídos entre os trabalhadores com
menor escolaridade.
O salário médio mensal, em 2009, foi de R$ 1.540,59
ou 3,3 salários mínimos. Os homens receberam,
em média, R$ 1.682,07, ou 3,6 salários, enquanto
as mulheres receberam R$ 1.346,16, ou 2,9 salários.
O levantamento foi conduzido com 4,8 milhões de empresas
e organizações, que reuniam 40,2 milhões
de assalariados, sendo que 23,4 milhões (58,1%) eram
homens e 33,6 milhões (83,5%) não tinham nível
superior.