ARTIGO
ESPECIAL
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Título
do artigo: Biochip faz diagnóstico
do HIV em segundos
Indicação:
Professora
Mestre Camila Henriques
Coordenadora do Curso de Biomedicina
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O
pequeno chip microfluídico testa seis parâmetros
simultaneamente e dá o resultado, muito mais confiável,
de seis a doze vezes mais rápido do que as técnicas
tradicionais de detecção do HIV
Cientistas
da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram
um biochip capaz diagnosticar a presença do HIV em uma
amostra de sangue.
O
pequeno chip microfluídico testa seis parâmetros
simultaneamente e dá o resultado, muito mais confiável,
de seis a doze vezes mais rápido do que as técnicas
tradicionais. E tudo com base numa pequena gota de sangue do
paciente.
Citometria
de fluxo
O
biochip, construído pela equipe do engenheiro biomédico
Alexander Revzin, usa anticorpos para "capturar" glóbulos
brancos chamados linfócitos T, que são afetados
pelo HIV.
Além
de contar fisicamente o número dessas células,
o teste detecta os tipos e os níveis das proteínas
inflamatórias (citocinas) liberadas pelas células.
O
biochip é constituído por um microarray de anticorpos
operando em conjunto com um dispositivo de imagem holográfica,
que não usa lentes, levando apenas alguns segundos para
contar o número de células capturadas e a quantidade
de moléculas de citocinas secretadas.
Ainda
em fase de protótipo, o biochip tem potencial para ser
amplamente utilizado na análise multiparamétrica
de amostras de sangue, o que poderá ser realizado no
próprio ponto de atendimento, como postos de saúde,
prontos-socorros e mesmo em locais remotos, dotados de poucos
recursos médicos e sem acesso a laboratórios de
análises clínicas.
"Além
de testes para diagnóstico e acompanhamento do HIV, este
aparelho será útil para as transfusões
de sangue, onde a qualidade do sangue utilizado é sempre
uma questão importante," diz Revzin.
Células
T e citocinas
A
forma mais precisa e eficaz para diagnosticar e monitorar a
infecção pelo HIV usa a contagem de dois tipos
de células T e o cálculo da relação
entre os dois tipos, além da medição das
citocinas.
Isto
é feito usando um método chamado citometria de
fluxo, que exige um equipamento caro e operado por técnicos
altamente treinados, inviabilizando seu uso em áreas
remotas e sem muitos recursos.
O
biochip dá conta dos dois principais desafios da análise
de uma amostra de sangue em busca da detecção
do HIV: 1) capturar o tipo de célula desejada do sangue,
que contém vários tipos de células, e 2)
conectar o tipo desejado da célula sanguínea com
as citocinas secretadas.
O
teste é feito por uma película de polímero
na qual é impressa uma matriz de minúsculos "pontos".
Cada ponto contém anticorpos específicos para
os dois tipos de células T (CD4 e CD8) e três tipos
de citocinas. Quando o sangue flui através dos pontos
de anticorpos, as células T ficam presas nos pontos respectivos.
Cada
tipo de célula T é capturado próximo aos
pontos dos anticorpos específicos para as citocinas que
podem produzir. Quando os anticorpos ativam as células,
os pontos adjacentes às células capturam as citocinas
secretadas por elas. Isto conecta um subconjunto específico
de células T com suas citocinas.
Imagem
holográfica
O
sistema de imageamento holográfico permite que os cientistas
identifiquem e contem rapidamente as células T sem o
uso de quaisquer lentes ou sistemas de varredura mecânica,
simplificando o projeto e permitindo sua miniaturização
na forma de um chip.
A
análise dos números de células T CD4 e
CD8, a relação CD4/CD8 e três citocinas
secretadas leva apenas alguns segundos, permitindo a realização
de um teste de HIV com uma velocidade sem precedentes.
No
futuro, o Prof. Revzin pretende acrescentar ao biochip microarrays
capazes de detectar proteínas do HIV e vírus da
hepatite C.
Fonte:
Inovação Tecnológica - SBAC - 21/07/2010