ARTIGO
ESPECIAL
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Título
do artigo: Política Nacional
de Resíduos Sólidos é aprovada
Indicação:
Professora
Mestre Hélica Macedo
Coordenadora do Curso de Ciências Biológicas
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Substitutivo
da Câmara dos Deputados ao projeto de lei do Senado (PLS
354/89) que institui a Política Nacional de Resíduos
Sólidos será encaminhado à sanção
do presidente da República
Um dos mais sérios problemas do país, que é
a ausência de regras para tratamento das 150 mil toneladas
de lixo produzidas diariamente nas cidades brasileiras, é
o principal alvo de um projeto aprovado na noite desta quarta-feira
(7/7) pelo Plenário do Senado. O substitutivo da Câmara
dos Deputados ao projeto de lei do Senado (PLS 354/89) que institui
a Política Nacional de Resíduos Sólidos
será encaminhado à sanção do presidente
da República.
A proposta, que tramitou por 21 anos na Câmara dos Deputados,
havia sido aprovada à tarde por quatro comissões
do Senado, em reunião conjunta: Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ), Assuntos Econômicos
(CAE), Assuntos Sociais (CAS) e Meio Ambiente, Defesa do Consumidor
e Fiscalização e Controle (CMA). A ministra do
Meio Ambiente, Izabella Teixeira, esteve presente durante a
votação.
Lixões
O projeto proíbe a criação de lixões,
nos quais os resíduos são lançados a céu
aberto. Todas as prefeituras deverão construir aterros
sanitários adequados ambientalmente, onde só poderão
ser depositados os resíduos sem qualquer possibilidade
de reaproveitamento ou compostagem. Será proibido catar
lixo, morar ou criar animais em aterros sanitários. O
projeto proíbe a importação de qualquer
lixo.
Com 58 artigos que ocupam 43 páginas, a Política
Nacional de Resíduos Sólidos apresenta algumas
novidades, entre elas a "logística reversa",
que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores
a realizarem o recolhimento de embalagens usadas. Foram incluídos
nesse sistema agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus,
óleos lubrificantes, lâmpadas (todas elas) e eletroeletrônicos.
Responsabilidade
Além disso, é introduzida na legislação
a "responsabilidade compartilhada", envolvendo a sociedade,
as empresas, as prefeituras e os governos estaduais e federal
na gestão dos resíduos sólidos. A proposta
estabelece que as pessoas terão de acondicionar de forma
adequada seu lixo para a coleta, inclusive fazendo a separação
onde houver coleta seletiva.
A proposta prevê que a União e os governos estaduais
poderão conceder incentivos à indústria
de reciclagem. Pela nova política, os municípios
só receberão dinheiro do governo federal para
projetos de limpeza pública e manejo de resíduos
sólidos depois de aprovarem planos de gestão.
Os consórcios intermunicipais para a área de lixo
terão prioridade no financiamento federal. As cooperativas
de catadores de material reciclável foram incluídas
na "responsabilidade compartilhada", devendo ser incentivadas
pelo poder público.
Incentivo
Com os incentivos e as novas exigências, o país
tentará resolver o problema da produção
de lixo das cidades, que chega a 150 mil toneladas por dia.
Desse total, 59% vão para os "lixões"
e apenas 13% têm destinação correta, em
aterros sanitários. Em 2008, apenas 405 dos 5.564 municípios
brasileiros faziam coleta seletiva de lixo.
O projeto foi relatado, na CMA, por Cícero Lucena (PSDB-PB)
e, na CCJ, na CAE e na CAS, por César Borges (PR-BA).
Participaram da reunião conjunta, além dos integrantes
das quatro comissões, os presidentes da CCJ, Demóstenes
Torres (DEM-GO); da CMA, Renato Casagrande (PSB-ES); e da CAS,
Rosalba Ciarlini (DEM-RN).
(Djalba Lima)
(Agência Senado)
Fonte:
www.jornaldaciencia.org.br - Jornal da Ciência, 4048 de
08 de julho de 2010-07-08