ARTIGO
ESPECIAL
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Título
do artigo: Entrevista com Biomédico
que atua em Saúde Pública
Indicação:
Professora
Mestre Camila Henriques
Coordenadora do Curso de Biomedicina
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Obiomédico
Marcos Milki tem sua trajetória profissional ligada à
saúde pública goiana. Desde 1988 ele trabalha
no Laboratório de Saúde Pública Dr. Giovani
Cisneiros (Lacen).
Em 1993, três anos após se formar pela Universidade
Católica de Goiás (UCG), foi eleito para ocupar
o cargo de diretor-administrativo do Lacen. Seu trabalho tem
sido tão bem aceito que até hoje está no
mesmo cargo.
De acordo com Milki, é uma felicidade poder aliar sua
formação com administração na saúde
pública. “Além de serem áreas afins,
ambas estão dentro do campo em que fiz minhas especializações
e agora o mestrado também”, avalia.
Milki traz no currículo duas especializações
pela Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) —em
Saúde Pública e em Administração
de Serviços de Saúde — e outra em Biologia
Humana pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Atualmente
ele está fazendo mestrado em Ciências Ambientais
e Saúde pela UCG. “Estamos vendo, com o advento
da preocupação com a ecologia, que as ciências
ambientais têm tudo a ver também
com a saúde. Assim, este curso irá complementar
minha formação”, considera.
Paralelamente ao trabalho no Lacen e ao mestrado, o biomédico
ainda dá aulas na UCG no curso de Biomedicina. “Gosto
muito de estar também na academia, onde é possível
exercitar a pesquisa. Mas acho a saúde pública
fascinante.
Ela faz a gente buscar novos conhecimentos, novas maneiras de
agir em prol da população, ter ideais”,
comenta. “No setor privado, fora a academia, acho que
o biomédico fica muito limitado à área
de análises clínicas. Ao passo que, no setor público,
além de desenvolver os desagravos em saúde pública,
que são muitos no país, a gente pode também
desenvolver a pesquisa em favor da sociedade”.
MERCADO
DE TRABALHO
Questionado sobre a inserção do biomédico
no mercado de trabalho, Milki diz considerar que hoje a profissão
está mais valorizada do que quando se formou. Além
disso, na sua opinião, atualmente há um mercado
de trabalho definido para a profissão. “Os profissionais
biomédicos ocuparam os espaços existentes, forçaram
a criação de outros, e estão se destacando
na área da saúde na sociedade brasileira. Hoje
me orgulho em dizer que sou biomédico”, reitera.
E este destaque, afirma Milki, acontece sem que a Biomedicina
concorra com nenhuma outra habilitação entre as
existentes nas ciências da saúde. “Estamos
num patamar onde o biomédico é único. Seu
campo de atuação é bem definido, além
de ser amplo, pois a Biomedicina abrange vários setores”.
Apesar de muitos dizerem que o mercado está saturado,
Milki acredita que ainda há espaço para os profissionais
preparados. “Principalmente quem tiver interesse de atuar
no interior do estado ou estiver desenvolvendo uma especialidade
que ainda não está muito explorada, como por exemplo
a parte de imagenologia, biologia molecular e genética”,
afirma. “São especialidades mais recentes que ainda
estão carentes de profissionais. Na própria saúde
pública está faltando profissionais, e é
nela que a gente
pode fazer algo mais pela saúde no país”,
completa.
ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA DO CONSELHO REGIONAL DE BIOMEDICINA-
NÚMERO 9.